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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Precisamos de bons exemplos

Nessa semana perdemos mais uma jovem vítima das falhas de nossos governantes, ela se envolveu em acidente com moto. Eu piloto motocicletas há mais de trinta anos e sei que não é tão simples como as Autoescolas tentam ensinar. Hoje a habilitação de motociclista é uma simples autorização para que a pessoa aprenda a dirigir no trânsito caótico das cidades, convivendo com motoristas mal preparados, por vezes bêbados e com pedestres desatentos, o que exige atenção redobrada e habilidade na condução do veículo. Já tentei com algumas entidades promover um curso de direção defensiva para motos, mas ninguém com poderes maiores se compromete em realizar tal evento. E onde estão os bons exemplos, nossa juventude necessita de bons exemplos de vida, precisam de horizontes para perseguir, não podem ficar desamparadas quanto à educação, lazer e cultura. Sábado passado fui a uma igreja assistir a missa, por ter chegado às 19h na missa das 19h fiquei em pé na porta da igreja e comecei a analisar as situações que ocorriam no recinto. Embora tenha um teto alto, o clima dentro da igreja estava muito quente, um calor abafado que os ventiladores não davam conta de resfriar. Em certo momento da missa percebi que vários senhores, aparentando mais de sessenta anos e algumas mulheres com crianças pequenas estavam em pé durante muito tempo. Comecei a procurar lugares nos bancos, não para mim, mas para aqueles que mereciam um conforto maior, e eles existiam, mas as pessoas que estavam nos bancos prestavam atenção na oratória do padre. Este por sua vez, vendo as pessoas em pé e percebendo jovens sentados, perdeu a grande oportunidade de dar um bom exemplo e solicitar àqueles que estavam sentados conseguirem um lugar para os que estavam em pé e poderiam se sentar. Não quero criticar nenhuma religião, mas sim algumas atitudes que merecem serem revistas pelas pessoas. A boa educação e a civilidade estão perdendo terreno para o individualismo e para o egoísmo. Precisamos urgentemente mudar essa situação para que, no futuro não vivamos como em um filme de terror, onde pessoas matam e espancam pessoas pelo simples prazer ou para fazer parte de um grupo.

domingo, 25 de março de 2012

Professores

Cópia da carta escrita por uma professora, que trabalha no Colégio Estadual Mesquita, à revista Veja. Esta carta é uma resposta a uma reportagem em que a jornalista defende a idéia de que as aulas sejam cronometradas a fim de medir o tempo que o professor fica em sala de aula e o tempo em que "efetivamente está dando aula". Peço, por favor, que a repassem. Vale a pena ler.
RESPOSTA À REVISTA VEJA
Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador.
Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.
Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.
Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.
Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;
Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 horas semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Não temos, ou seja não existe. Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”. Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que se esforcem em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”, “gordos”, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.
Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.
Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante É QUE HÁ DISCIPLINA. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se.
Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo
Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!
Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal

Desejamos à todos os amigos um santo e feliz Natal, que nosso Senhor cubra de bençãos todos aqueles que merecem, e para aqueles que não merecem desejo que Deus os ajude e tenha piedade destes.
Um grande abraço.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Quem morre (Pablo Neruda)

Morre lentamente,
quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra
graça em si mesmo.
Morre lentamente,
quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias o
mesmo trajeto, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma cor
nova ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente,
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente,
quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco, e os
pontos sobre os "is", em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente o que resgata o brilho nos olhos, sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente,
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não
arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se
permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva que cai incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um
assunto que desconhece ou não lhe responde quando lhe perguntam algo
que não sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido
de felicidade.

sábado, 26 de novembro de 2011

Síndrome de Gabriela - CUIDADO

"Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou sempre assim, Gabrieeela."

Algumas pessoas dizem que são assim e não mudam, temos que analisar se isso é personalidade forte ou falta de consciência dos próprios defeitos.
Pessoas perdem seus empregos, amigos, oportunidades por não serem flexíveis e não perceberem que estão se prejudicando ao não mudarem suas atitudes. Devemos mudar sempre, evoluir e nos avaliarmos de tempos em tempos, perguntando-nos se estamos melhores, iguais ou piores que antes. Sempre conseguimos evoluir, mas nossas atitudes também devem crescer conosco.
As empresas modernas procuram pessoas dinâmicas e que conseguem acompanhar as mudanças tecnológicas, sociais e culturais. Esses profissionais são os que realmente fazem a diferença no mercado de trabalho e nem precisam procurar emprego.
Pense e reflita, e se conseguir mude...

sábado, 12 de novembro de 2011

Dicas para um bom currículo

O Currículo é o cartão de visita da pessoa que busca se recolocar no mercado de trabalho, através dele a empresa faz o primeiro contato com o candidato a uma vaga. Não existe um padrão de currículo, mas precisamos tomar alguns cuidados na hora da sua elaboração. Segue uma lista de erros comuns nos currículos, vejamos:

Fotos inadequadas: o encaminhamento de fotografia, a menos que seja solicitado pelo potencial empregador, é desnecessário. Só tem peso nas posições em que aparência é diferencial, como as de recepcionista e de "hostess". Segundo os consultores, os candidatos têm deslizado bastante nesse sentido, enviando fotos em situação de lazer, com a família ou ainda em trajes íntimos ou poses sensuais, por exemplo.

Cuidados com a gramática: erros de português causam impressão de formação deficiente e evidenciam falta de cuidado na finalização do documento, passando uma imagem de "desleixo". O volume de erros desse tipo é absurdo. A dica é fazer uma revisão rigorosa e, se preciso, pedir ajuda de alguém mais apto. A mesma cautela é válida para erros de digitação.

Páginas demais: de 40 segundos a um minuto. Esse é o tempo médio de leitura dedicado a cada currículo nos recrutamentos mais concorridos, apontam os selecionadores. Portanto, o candidato que costuma enviar documento com mais de três páginas pode ter certeza de que ele não será lido completamente. O currículo extenso só é bem recebido na área acadêmica.

Supercompactação: se o currículo muito extenso é prejudicial, o contrário também acontece. Na ansiedade de não cair no excesso de dados, o candidato "dá um jeito" de pôr tudo em uma página. "Para conseguir o tamanho mínimo, o candidato diminui tanto a fonte que é preciso ler com lupa, além de omitir informações importantes para a sua apresentação”.

Referências: para atestar a capacidade do candidato, a conhecida lista de nomes com telefones é às vezes dividida em referências "pessoais" e "profissionais". Mas será que um telefonema para uma vizinha pode ajudar o recrutador que vai entrevistá-lo? Citar referências é inadequado. Caso necessário, ele entra em contato com o antigo empregador por seus próprios meios.

RG, CPF, CTPS: números da carteira de identidade, da carteira de trabalho, do passaporte e até da certidão de nascimento. Embora muitos candidatos achem tentador rechear o currículo com esses dados, eles são absolutamente desnecessários. Há ainda quem anexe cópias de todos os documentos ao currículo, o que é ainda mais dispensável.

Cursos inúteis: "Caligrafia em 1952", "Datilografia em 1974", "Meditação para purificação do astral" e "Ponto de cruz por correspondência". Cursos que não estão relacionados à posição que o candidato está pleiteando não têm razão para serem mencionados no currículo. "Essa regra deve ser seguida com o máximo rigor para os que concorrem a postos executivos”.
Viagens: uma viagem só deve ser mencionada no currículo se agrega valor profissional ao mesmo, intercâmbios e cursos no exterior, por exemplo, constituem vivências internacionais sólidas e agregam valor. Mas há quem relate suas excursões de lazer, programações de férias ("Visitei o Paraguai e adorei") ou viagens que fez a trabalho para cidades vizinhas (Campinas, por exemplo).

Frases de (d)efeito: "Sou o melhor profissional da minha empresa", "Sou uma pessoa de fácil relacionamento e que adora aprender". Jargões e frases de efeito têm reinado nas páginas dos currículos, causando "arrepios" nos selecionadores. Há afirmações que beiram o surreal, pior que isso só escrever "Deus é fiel" no pé do documento e, há quem o faça.

Assinatura: "Mancada" menos comum hoje do que foi há alguns anos, a mania de assinar o currículo ainda existe e perdura em aproximadamente 40% dos documentos. Para garantir a legitimidade da rubrica, alguns candidatos chegam a reconhecer a firma em cartório. A medida é pura perda de tempo e de dinheiro, pois o currículo nunca deve ser assinado.

Salário à vista: a remuneração é assunto para ser discutido em entrevista, não para ser estampado no currículo. E, mesmo no caso de a pretensão salarial ser solicitada em anúncio, a inclusão não é unanimidade entre os especialistas. Uma saída é mencionar o valor atual como parâmetro. Mas, se a meta é obter um salário melhor, a estratégia não é recomendada.

Linguagem Técnica: Engenheiros e profissionais de tecnologia são recordistas nesse deslize: o abuso da linguagem técnica. O resultado é um currículo que beira o incompreensível. "Termos técnicos só devem entrar se são universais, como "Java" e "Linux'". O recrutador nem sempre é um técnico.

Língua afiada: parece mentira, mas há quem aproveite o currículo para falar mal do antigo patrão, "lavar roupa suja" sobre os motivos da demissão ou até incluir informações supostamente confidenciais da empresa em que trabalhou anteriormente. "Esse tipo de erro revela falha de postura, com certeza esse acabará na lixeira”.

Mentiras: a linguagem popular ensina que mentira tem perna curta. E mentira em currículo tem até hora certa para ir por água abaixo, na entrevista. Exageros nos resultados obtidos e distorção de funções que podem ser facilmente checados com o antigo empregador são comuns. Especialistas consideram "gravíssimo" o fato de um candidato ser "pego na mentira".

Línguas Estrangeiras: portunhol fluente, se você não sabe espanhol, não invente de dizer que sabe porque é "parecido com português". Quem faz isso corre o risco pagar um "mico" arranhando um "portunhol" na frente do selecionador antes de ser dispensado da seleção. Conhecimentos de idioma pedem especificação de nível, noções, básico, intermediário ou fluente. E, como a verificação é simples e rápida, é melhor nunca mentir. Serve também para o Inglês.

Visual para "abalar": para fazer um currículo "bem diferente", o candidato escolhe fontes modernas que acha no menu do computador e cria um layout "super ousado". Imaginando que vai fazer sucesso, imprime o currículo em papel cor de cenoura, por exemplo. Cores berrantes incomodam, arrojo só vale para quem é da área de design e conhece bem layout.

Histórico sem fim: apesar de pedir um tópico intitulado "Formação acadêmica", o currículo dispensa que o profissional se estenda em detalhes da sua vida escolar. No entanto, muitos documentos trazem o nome de todas as escolas por onde o candidato passou, desde o jardim-de-infância. O certo é pôr apenas a formação universitária e especializações posteriores, com nome das instituições e ano de conclusão. Se você não é graduado não coloque GRADUAÇÃO.

Conheça-me mais: é preciso elaborar o currículo tendo sempre em mente que é um documento para fins profissionais. Portanto, tentar usar esse espaço para transmitir detalhes das suas habilidades pessoais não é adequado. Destacar que era o primeiro aluno no colegial ou citar as medalhas recebidas na escola é inútil

Sem objetivo: em vez de ajudar, um objetivo muito amplo pode diminuir suas chances. Com medo de perder oportunidades, os candidatos abrem ao máximo esse item usando definições difusas. Por exemplo: "Atuar na área administrativa, como coordenadora, vendedora ou secretária". "Outro erro comum é mencionar nome de cargo que só existe na empresa onde trabalhou”. Se existem vários objetivos faça um currículo para cada um.

Pessoas verbais: conjugar verbos na primeira pessoa do plural: - "Coordenamos projetos" - é um erro muito comum. É melhor substituir por uma definição de ação ou usar a primeira pessoa do singular - "Coordenação de projetos" ou "Coordenei projetos". Pior ainda é fazer referência a si usando a terceira pessoa: "Obteve resultados satisfatórios", dá a idéia de que a ação foi de outro funcionário.

Túnel do tempo: atualização constante, essa é uma regra básica para manter a eficiência do currículo. Enviar um documento desatualizado é um deslize que pode trazer prejuízos. Nem pensar em incluir novos dados manuscritos, o que é mais errado ainda. Mantenha o arquivo sempre à mão e insira as mudanças que ocorrem na carreira, como novos cursos, independentemente de estar empregado ou não.

Anexos: como se não bastasse o currículo, há quem goste de encaminhar anexos para fazer mais "volume". Cópias de diplomas e de certificados, cartas de recomendação e até fotocópias autenticadas dos documentos. Para completar, decidem encadernar o "livrinho". A lata de lixo é o destino certo da papelada extra, que não tem utilidade, e o selecionador pode ter o trabalho de destruir a encadernação.

Mais do mesmo: o candidato menciona o que faz no "Objetivo", repete nas "Qualificações profissionais" e depois conta de novo lá no "Histórico" - onde especifica o que fez em cada uma das empresas em que trabalhou. Informações repetidas reduzem a concentração de quem lê. Às vezes, todas as palavras são idênticas. Perde-se espaço para incluir dados relevantes.

Cartas e bilhetes: carta de apresentação, só quando é pedida. Ou em casos que requerem explicação, como o do candidato que quer mudar de área. Carta de apresentação com papel dos Ursinhos Carinhosos JAMAIS. Uma moda mais recente é a de começar o currículo com um parágrafo com jeito de bilhete, observam os especialistas. E adiantam que é uma péssima idéia.

Procure fazer um currículo que transmita todas as informações necessárias, que seja sincero e objetivo, cuidado com a higiene do papel, lembre-se que está à procura de um emprego e que o currículo é o seu cartão de visita.

Algumas dicas para elaboração de Currículo:

• Antes de tudo, reserve tempo para preparar o currículo,
• Tenha em mãos todos os dados necessários, como datas de início e saída de empregos anteriores, informações acadêmicas, cursos e eventos em que participou, isso torna a organização de idéia mais fácil e auxilia a sua memória;
• Tenha em mente qual é seu objetivo com esse currículo;
• Procure escrever numa linguagem clara;
• Evite o uso de linguagem ou termos muito formais, o excesso pode ofuscar detalhes importantes;
• Procure dar destaque somente a dados pessoais e profissionais importantes e de relevância para o cargo que está pretendendo, isso mostra sua capacidade de discernimento.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A.M.E. Assessoria

Essa página é exclusiva da Assessoria do professor Marcelo Eduardo de Arruda. Aqui você encontra informações necessárias para as pessoas ou empresas que necessitam de auxílio na área administrativa.